O que acharam do meu blogs?

Aos meus amigos

Sabendo que a nossa vida é por um tempo, é passageira; quero aqui declarar que umas das melhores e grandes coisas que pude receber e manter sempre viva, sempre acesa é e sempre será a amizade dos meus amigos. Este blogs tem como objetivo levar a todos amigos e amigas que a ele visitarem, sempre, uma palavra, uma ideia e um motivo de encontrarem respostas para suas inspirações, meditações e crescimento na fé.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ARTE-FINAL.

ARTE-FINAL

Não basta 
um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, 
não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante 
é aquele que silente
se aplica a escrever 
com o corpo
o que seu corpo 
deseja e sente.

Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
quem toma 
uma por outra
confunde 
e mente.
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sábado, 12 de novembro de 2016

MINHA DOCE CABO FRIO.

MINHA DOCE CABO FRIO
(1983)
Minha doce Cabo Frio
divirto-me com você.
Como vês,
aqui continuo te gozando
e te usando.
O teu ar é dos melhores,
não saberia viver se ele.
E o teu sol
que tanto invejo
é o dono de tuas praias.
Quando aqui cheguei
te encontrei bem ao natural.
Abraçastes-me, acolhedora,
Dando-me ânimo forte.
Sem pensar na morte,
Com alegria
acompanho o teu progresso
Que tão elástico
chega a dar-me inveja,
Daquele que aqui nasceu.
Uma das tuas filhas
aqui nascida
Tornou-se a minha querida.
Unimos as nossas vidas
formando uma doce união.
Através
dos nossos corações fundidos
Nasceram os nossos filhos
Como os teus também queridos
Crescem para um futuro feliz.
Quantas vidas aqui nascidas
Tão bondosas e tão amigas
Fizeram-me tão amoroso
Animando-me na caminhada.
Entre amigos
e irmãos migrantes
que aqui vieram
Tornaram-se felizes,
como eu,
Sobre este solo radiante.
Tuas salinas
Onde evapora-se a água
para ficar o sal.
É um manancial,
onde tantas vidas
procriaram,
E desta água tiraram
o sustento,
o salário,
Para atender as exigências
dos filhos teus.
Que sem notarem,
contribuíram,
Com o teu grande
progresso de hoje.
Enfim, Cabo Frio,
te amo com um
amor verdadeiro,
Já que pouco
me importa o dinheiro,
O que eu quero é ser feliz.
E que me deixem viver
com tudo o que Deus me deu.
Onde em alegria sou amado,
Como um que aqui nasceu.
......................
Ofereço esta narrativa poética
ao meu amado Cabo Frio, que hoje,
13 de novembro de 2016 completa
mais um ano de sua fundação.
Compus a 33 anos ( 1983)
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Te amo Cabo Frio, mesmo distante de ti.
Erleu Fernandes da Cruz.
Ctba PR - 13/11/2016.

A ESPERANÇA.

A ESPERANÇA.

A Esperança 
não murcha, 
ela não cansa,
Também como ela 
não sucumbe a Crença;
vão-se os sonhos 
nas asas da Descrença,
Voltam os sonhos 
nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz 
assim não pensa;
no entanto o mundo 
é uma ilusão completa.
E não é a Esperança 
por sentença
este laço 
que ao mundo 
nos manieta?
Mocidade, 
portanto, 
ergue o teu grito;
sirva-te a crença 
de fanal bendito,
Salve-te à glória! 
No futuro – avança!
E eu, 
que vivo atrelado 
ao desalento;
também espero 
o fim do meu tormento,
Na voz da morte 
a me bradar: 
descansa!

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SE EU MORRESSE AMANHÃ.

SE EU MORRESSE AMANHÃ. 

Se eu morresse amanhã,
viria ao menos
Fechar meus olhos
minha triste irmã;
Minha mãe
de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória
pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir
e que manhã!
Eu perderia
chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol!
Que céu azul!
Que doce n’alva
Acorda a natureza 
mais louçã!
Não me bateria
tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor
da vida que devora
A ânsia de glória,
o dolorido afã…
A dor no peito
emudeceria ao menos
Se eu morresse amanhã!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

AMOR FEINHO

AMOR FEINHO

Eu quero amor feinho.
Amor feinho
não olha um pro outro.
Uma vez encontrado 
é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte
o amor feinho é magro,
doido por sexo
e filhos tem 
os quantos haja.
Tudo que não fala, 
faz.
Planta beijo
de três cores
ao redor da casa
e saudade roxa 
e branca,
da comum 
e da dobrada.
Amor feinho
é bom 
porque não fica velho.
Cuida do essencial;
o que brilha nos olhos
é o que é:
eu sou homem 
você é mulher.
Amor feinho 
não tem ilusão,
o que ele tem 
é esperança:
eu quero 
um amor feinho.
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sábado, 5 de novembro de 2016

ADEUS PAPAI ADEUS MAMÃE

ADEUS PAPAI ADEUS MAMÃE

(Silveira e Barrinha)

Adeus papai, adeus mamãe / 
Qual uma ave 
que sai do ninho 
que ela nasceu  / 
Eu saio de vossos braços / 
Para trilhar passo a passo / 
A sina que Deus me deu.

É chegada a triste hora / 
De eu ir pelo mundo afora
Mas levarei na lembrança / 
Essa casa onde eu nasci
E onde feliz eu vivi / 
Desde o tempo de criança

Quanto mamãe padeceu  
Para criar os filhos seus
Por isso vou embora / 
Preciso lutar com a vida
Para lhe dar mãe querida / 
Mais conforto pra senhora

É nesse triste momento / 
Vou fazer o juramento
Que só voltarei para trás / 
Se eu conseguir triunfar
Porém se eu fracassar / 
Aqui eu não volto mais

Um pedido eu vou deixar / 
A quem por mim perguntar
A todos os amigos meus / 
Que eu fui sem me despedir
Temendo não resistir / 
A hora triste do adeus

Guarde bem meu violão / 
Colega de solidão
Que sofreu junto comigo / 
Nas noites enluaradas
Nas saudosas madrugadas / 
Foi ele meu melhor amigo

Meu canário seresteiro / 
Que eu mesmo fiz prisioneiro
Para ouvir ele cantar  
Só depois que eu for embora
Abra a porta da gaiola  / 
E deixa ele voar.

Feche meu cão policial / 
Para que o pobre animal
Não veja quando eu partir / 
Solte ele no instante
Que eu estiver bem distante / 
Pra ele não me seguir

Não chore papai, não chore / 
Não sou um filho que morre / 
Vou apenas conhecer o mundo / 
De lugar desconhecido / 
Mas de meu papai querido / 
Não esquecerei um segundo

Não chore mamãe não chore / 
Eu vendo o pranto que corre / 
Sobre o seu rosto divino / 
Chego a perder a coragem / 
De seguir essa viagem / 
Para cumprir meu destino

Eu sei que em terras estranhas / 
Papai e mamãe me acompanham / 
Pertinho do coração / 
E sempre que a noite desce / 
Eles dizem numa prece / 
Filhinho nossa benção

Nas ondas frias do vento / 
Mandarei meu pensamento
Levar um recado meu / 
E dizer mamãe querida
Não encontrei nessa vida / 
Outro amor igual ao seu

Desce a noite silenciosa / 
Cai o sereno nas rosas
Surge a lua lá na serra / 
Mamãe vou partir agora
E quando raiar aurora / 
Eu estarei noutras terra

Adeus oh terra querida / 
Onde eu tive nesta vida
Os primeiros sonhos meus / 
Adeus serras e campinas
Rios de águas cristalinas / 
Adeus papai e mamãe, adeus".
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Poesia da dupla Silveira e Barrinha.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

CASAS SOB VIADUTOS.

CASAS SOB VIADUTOS

Tua casa sob viadutos
Não comove mais olhos humanos
Tua dor virou uma piada
Nesta catedral de desenganos
Um gole de pinga
não consegue te curar
Dessa dor tão grande
que ninguém pode apagar

Vem, me diz de uma vez
Quem fez isso a vocês
Quem trouxe a fome
e levou todo o pão
Vem também sou infeliz
De ver tamanha dor
Debaixo desse céu
azul do meu país

No farol vermelho sob a chuva
Vi a tua casa no relento
Olho para o prédio e pro homem
Qual dos dois
é feito de cimento
Olhando de cima
tudo é lindo de se vê
Mais aqui em baixo
é guerra pra sobreviver

Vem, me diz de uma vez
Quem fez isso a vocês
Quem trouxe a fome
e levou todo o pão
Vem também sou infeliz
De ver tamanha dor
Debaixo desse céu azul
do meu país.
.......................
Letra e música de:

Amado Batista.