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Aos meus amigos

Sabendo que a nossa vida é por um tempo, é passageira; quero aqui declarar que umas das melhores e grandes coisas que pude receber e manter sempre viva, sempre acesa é e sempre será a amizade dos meus amigos. Este blogs tem como objetivo levar a todos amigos e amigas que a ele visitarem, sempre, uma palavra, uma ideia e um motivo de encontrarem respostas para suas inspirações, meditações e crescimento na fé.

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sábado, 16 de janeiro de 2016

O ABORTO

      ABORTO
                                                            (1983)

Lutei
Gritei,
Fiz até o que não podia,
Mas você não me escutou.
Tanto que eu queria
Estar nos teus braços um dia
E você me expulsou.

Foi por medo!
Medo de encarar a realidade
Depois dos instantes de felicidades
Vividos nos braços do seu amado.
Foi ali que me fizeste surgir.
Bem pertinho de você
Fiquei somente alguns dias
E me obrigaste a sair.

Há! Com foi triste!
Eu que tanto pretendia
Ser alguém a contribuir
Com você no futuro!
Mas só por medo
De encarar os seus amigos
Parastes a minha existência.

E o seu amado?
Que tanto contribuiu
Para que eu existisse!
Hoje anda triste e absorto
Sem saber compreender
Porque você me assassinou
Através daquele aborto

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

DOCE AMADA AMANTE.

DOCE AMADA AMANTE

      Minha doce amada amante                                               O tempo cada vez mais nos afasta.
Reconheço que pouco ou quase nada fiz
Para te provar o meu amor.
Fui levando minha vida paralela a tua,
Pouco a pouco te perdendo.
Hoje só me resta escrever
Para lhe dizer o quanto te amei.

Na aurora de minha juventude
Despertastes em meus sonhos,
Que pouco tempo foi o bastante
Para sentir que ti queria.
Mais sempre rodeada de admiradores
Tu vivias.
E eu não podia sequer te tocar,
Temia que o meu amor fosse recusado.

E o tempo foi passando
Junto dele eu também passava.
E o meu sonho, que para mim era tão belo
Tornar- se-ia mais tarde num pesadelo
Pois com outro você se uniu!
Daí à frente comecei a morrer.
Como a um rio que perde suas águas
Eu te perdi e morri.

Que pena não ter sido uma morte física,
Em que eu sumisse.
Mas fiquei contemplando
Em meu castelo de dor e desilusão,
Tua felicidade, que devia ser comigo,
Nos braços de outro
Que duvido te amar
Uma milésima parte do quanto te amo!

Sim, Odalisca!
Você foi tudo que quis e não tive.
Tens alguém ao teu lado,
Que não te quer com o meu querer.
Sem você, sou e serei um barco
À deriva da vida.
Esperando que ao naufragar
Possa ver salvo na eternidade 
pelas tuas mãos!

Adeus, amor, sem ressentimentos!
Desejo-te muita paz e tranqüilidade!
Se um dia, ao passares pela estrada da vida
E te deparares com um mendigo,
Não vires o rosto e nem o desprezes.
Pois pode ser eu, que já morto,
Esteja apenas esperando
Pelo instante derradeiro de partir.

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Poesia de Erleu Fernandes.

domingo, 10 de janeiro de 2016

MINHA ESTRADA

MINHA ESTRADA
(Erleu Fernandes – CTBA)

É plena madrugada.
O frio dói, é intenso.
A brisa é muito gelada.
E eu aqui sob essa marquise,
Triste e mal acomodado
A beira da minha estrada.

Minha estrada...
Nossa estrada!
A minha e a tua,
Que a gente construiu.
Mas somente eu fiquei
Já que você foi embora
Com outro você partiu.
Sofri o teu desprezo
Amargando por dentro
Um amor tão profundo.
Uma paixão que foi só minha
Que acabou me transformando
Neste pobre vagabundo!

Sim, princesa que tanto amei.
Por sua causa 
Tornei-me um desprezado!
Trilhando as estradas do mundo
Vivendo triste e sem um rumo,
Aqui e acolá, sem destino algum
Não sei se eu estou indo
Não sei se estou voltando
Já que ninguém me espera
Em lugar nenhum.

Nem sei mais por ande ando
Sou um andarilho calado
Congelei meu coração
Aprendi viver pedindo
Aqui um prato de comida
Ou ali um pedaço de pão.

Meus ideais se acabaram.
Nem sei se penso mais nada,
Vivo uma vida de amargura.
Espero que uma alma amiga
Um dia conduza o meu corpo
Para deixá-lo na sepultura.
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(Testemunho de um mendigo).
Fiquei imaginando,
Quais os motivos que levaram
este homem, ainda jovem, se tornar um mendigo, um andarilho, um pedinte.
Pois, nada acontece por acaso.
Erleu Fernandes – Poeta e Cristão

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

PARABENS, NÃO FUMANTES.

PARABÉNS AOS NÃO FUMANTES.

Na minha vida / 
eu tenho só agradecimentos.
Ha coisas no mundo / 
que são muito fascinantes 
Mas de todas / 
a que eu mais me alegro 
É de não andar fedendo/ 
Só porque sou um fumante. 

Fumar é terrível, / 
muito chato e desgastante
Pare, acredite em você, / 
faça qualquer esforço 
Vai ser bom para teu corpo / 
e pra tua saúde também./ 
Vai ser bom pra tua vida/ 
E também para o teu bolso. 

Pare de fumar cigarros / 
pois tu ainda tens tempo / 
Deixe essa droga maldita/ 
que você tanto atura / 
Prolongarás com isso /  
sua vida na terra / 
E deixarás de cedo / 
ir morar na sepultura.

(Composta em: 8/12/13 - 
Por Erleu Fernandes)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO

FELIZ ANO NOVO

poesias de ano novo e reveillon
De repente,
num instante fugaz,
os fogos de artifício 
anunciam que
o ano novo está presente 
e o ano velho ficou para trás.
De repente, 
num instante fugaz,
as taças de champagne 
se cruzam e o vinho francês 
borbulhante anuncia 
que o ano velho se foi 
e ano novo chegou.
De repente, 
os olhos se cruzam,
as mãos se entrelaçam 
e os seres humanos,
num abraço caloroso,
num só pensamento,
exprimem um só desejo 
e uma só aspiração: 
PAZ E AMOR.
De repente,
não importa a nação,
não importa a língua,
não importa a cor,
não importa a origem,
porque todos são humanos 
e descendentes de um só Pai,
os homens 
lembram-se apenas 
de um só verbo: AMAR.
De repente,
sem mágoa,
sem rancor,
sem ódio,
os homens 
cantam uma só canção,
um só hino,
o hino da liberdade.
De repente,
os homens esquecem 
o passado,
lembram-se 
do futuro venturoso,
de como é bom viver.
Feliz Ano Novo!
Para você!
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(autor desconhecido)

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domingo, 27 de dezembro de 2015

O Tamarindo.


O TAMARINDO.
16 de outubro de 2013

O sonho que fui sonhando
Fez-me acordar meditando.
Com Deus pus-me
em oração.
Sonhei que eu vi, sorrindo
Um belo pé de tamarindo
Para mim que bela visão.]


Logos os frutos fui colhendo
Um a um analisando
Os bons pra degustação.
Maduros, ali bem ao vivos
Cheirosos, convidativos
Colhi logo uma porção.

Sentei-me à sua sombra feliz
Como uma criança que diz
Vou bem te saborear.
Os primeiros favos deliciosos
Docinhos e bem cheirosos
Fazia-me muito alegrar.

Porém nos favos seguintes
Eram azedos, bem diferentes
Dos que havia provado antes.
Fiquei triste e desapontado
Pois haviam se azedado
E acordei naquele instante.

Sentei-me na cama pensativo
Sem discernir o motivo
Do que eu havia sonhado.
Porquê?
Que os primeiros
Favos chupados
Eram tão adocicados
E os seguintes azedados?

E o Senhor me respondeu
Escute bem filho meu.
O que eu vou lhe dizer.
Minha palavra é favo doce
Que eu sua mente eu trouxe
Pra você me conhecer.

Já o favo azedo é a razão
Da difícil transformação.
Quando a palavra
Chega de mansinho
Ela tem até sabor
De manteiga
Mas é difícil de se aplicar.
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