O que acharam do meu blogs?

Aos meus amigos

Sabendo que a nossa vida é por um tempo, é passageira; quero aqui declarar que umas das melhores e grandes coisas que pude receber e manter sempre viva, sempre acesa é e sempre será a amizade dos meus amigos. Este blogs tem como objetivo levar a todos amigos e amigas que a ele visitarem, sempre, uma palavra, uma ideia e um motivo de encontrarem respostas para suas inspirações, meditações e crescimento na fé.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

PASSEI DOS 60

Há! Quanta saudade
Do tempo que ficou pra tráz.
Coisas que não se repetem
Jamais!
Meu doce tempo de juventude.
Tudo ficou lá na memória.
Hoje, pra mim é realidade
Mas pra muitos é história.

Que doces lembranças!
Do meu tempo de criança!
E a vida de adolecente?
Alí sim...
Tiveram acontecimentos,
Tão reais e importantes!
Ao ser recordados
Ainda tocam...
Mexem demais
Com a gente!

Tudo naquele
Tempo foi real.
Nem tudo fazia bem
Havia, como hoje,
Coisas,
Tidas como mal.
Mesmo assim
Passei por tudo.
Sentido necessidades,
Passando frio.
Até fome!
Que triste passado.
Só quem viveu
Do meu lado
Sabe dessa realidade.

Mas como
Que era gostoso
Vestir a única
Roupa que havia
Sair...
Nas noites de sábado
À busca
De festas ou bailes,
Se divertir
O bastante.
Tudo
Em perfeita união
Sem brigas
Ou discussão
Só páz!
Alegria constante!

Mas tudo passou
Como o vento.
Mas deixaram
Marcas no peito,
Aqui dentro...
Onde...
Ninguem pode entrar.
Quantas canções,
Novelas de rádio...
Tudo...
Ficou lá no passado.
Como que
Num cofre fechado.
Guardado com
Chaves molhadas
Das tantas
Lágrimas frias
Que correm
Nestes meus olhos
Já cansados,
Pelo tempo,
Dos meus mais
De sessenta anos.
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O homem de hoje
É o mesmo de ontem.
Internamente contente,
Agradecido a Deus
Pelos quatro filhos
Nascidos de minha união.
Mas por fora, mudado...
O tempo, os sofrimentos
A idade, contribuiram...
Pela minha ausência
De beleza exterior,
Hoje...
**************************

Postado em 23/06/2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

JESUS, VENHA NASCER...

Jesus, ouve esta nossa oração!
Tu precisas nascer de novo nesse Natal!
Precisas nascer nas Belens do nosso Brasil.
Na Belem das fábricas de nossas cidades.
Na Belém dos escritórios,
Na Belém das cadeias,
Na Belém dos políticos de nossa nação!

Tu precisas nascer, Jesus,
Na belém de tantos lares,
Onde a separação conjugal
Está para acontecer.
Nasça Jesus,
Na Belém de tantos jovens
Que se deixam levar
Pela triste experiência
Dos tóxicos.
E com isso, acabam presos,
Internados em clínicas,
Confinados em manicômio
Ou numa fria sepultura, mortos!

Nasça Jesus!
Na belém dos políticos:
Municipais,
Estaduais,
E federais!
Nasça Jesus!
Na Belém
Das tantas igrejas do Brasil

Nós precisamos,Jesus,
Que tu nasça nas Beléns
De tantos corações humanos.
Corações cheios de ódio,
De inveja, egoismo, orgulho e mentira.
Ausência total de amor e perdão.

Nasça Jesus!
Precisamos tanto de ti!
Do teu amor...
Da tua páz...
Do teu perdão...
Da tua alegria!!!
Nos te amamos e te adoramos.

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Composta em Dezembro de 2000.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

SOU VIDEIRA

Sou videira
Voces são meus ramos.
É o meu Pai amoroso
Quem cuida de todos vós.
Vivei com muito cuidado,
Dai frutos bons e sadios
Pois podeis em algum dia
De mim serem cortados.

Ficai bem junto à mim
Que ficarei junto a voces.
Lhes darei da minha seiva
E os seus frutos virão
Eu sou verdadeiro.
Aquele que em mim ficar
Decerto que em sua vida
Muitos frutos dará.

Que triste visão será
Lhes ver no fim se queimando.
Só porque não buscaram
Dar seus frutos de amor.
Os que juntos comigo estão,
Como meus eternos amigos.
O que pedirem ao Pai em meu nome
Com certeza receberão.

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Erleu - João 15:1-8

ONDE ESTÃO?

Onde estão meus amigos
Que tanto beberam comigo
À pouco tempo passado?
Seguiram trilhas em vão
Que os levaram à perdição,
Ou em Jesus estão libertados!

Cadê meus filhos queridos
Tão bem do meu casamento nascidos,
Que os transformei em filhos criados?
Hoje, com suas esposas ou maridos
Deixaram este pai esquecido
Poucas vezes por eles lembrado!

Cadê meus irmãos, queridos
Dos meus pais já falecidos?
Me deixaram no esquecimento!
Envolvidos em suas vidas, no presente
Sequer imaginam que este irmão sente
Saudades dos bons e antigos momentos!

Enfim, cadê os outros irmãos
Que comigo, como cristãos
Vivíamos na fé e no amor?
Uns se perderam na desonestidade.
Outros já foram para a eternidade.
Enquanto eu, aguardo a volta do Senhor.

Eu sou quem cansou de ilusão,
Curado dos males do coração,
Que tanto levou-me a sofrer.
Olhando o que fiz no passado
Hoje por Jesus libertado,
A face do Pai hei de ver.

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Composta em 15/02/02
Na Praia da Ferradura- Búzios-RJ

domingo, 14 de junho de 2009

VIVER DESPENTEADA

Estou aprendendo a cada dia,
que é preciso deixar
que a vida te despenteie,

Por isso decidi aproveitar a vida
com mais intensidade...

O mundo é louco,
definitivamente louco...
O que é gostoso, engorda.
O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto, enruga.
E o que é realmente bom dessa vida,
despenteia...Fazer amor, despenteia.

Rir às gargalhadas, despenteia.
Viajar, voar, correr,
entrar no mar, despenteia.

Tirar a roupa, despenteia.
Beijar a pessoa amada, despenteia.
Brincar, despenteia.
Cantar até ficar sem ar, despenteia.
Dançar até duvidar se foi uma boa idéia
colocar aquela sandália
com saltos gigantes essa noite,
deixa seu cabelo irreconhecível...

Então, espero que, cada vez
que nos vejamos,
nossos cabelos estejam bagunçados...

Só pra ter a certeza que estaremos
passando pelo momento
mais feliz de nossas vidas.

É a lei da vida:
sempre vai estar mais despenteada
a mulher que decide ir no primeiro
carrinho da montanha russa,
do que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada
a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por fora...

O aviso de páginas amarelas
do mundo exige boa apresentação:

Arrume o cabelo, coloque, tire,
compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis,
caminhe direito, fique séria...

Talvez devêssemos seguir
as instruções à risca,
mas quando darão a ordem
para sermos felizes?

Por acaso não se dão conta
que para ficar bonita
eu tenho que ser feliz...?

O que realmente importa
é que ao me olhar no espelho,
veja a mulher que devo ser.

Por isso, minha recomendação
a todas as mulheres:

Se entregue, coma coisas gostosas,
beije, abrace, dance, apaixone-se,
relaxe, viaje, pule, durma tarde,
acorde cedo, corra, voe, cante,
arrume-se para ficar linda,
arrume-se para ficar confortável,
ARRUME-SE PARA QUEM GOSTA
DE VOCÊ COMO VOCÊ É,
admire a paisagem, aproveite
e acima de tudo,
deixe a vida te despentear!!!

O pior que pode ACONTECER
é que, rindo frente ao espelho,
você precise se pentear de novo.

VIVA FELIZ!!!! (Esta tbm serve p/
os "rapazes")

Tenha muita páz em teu coração.
.....................................................................
(Colaboração de Graziela - Caxias -RJ)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

SEMEAR


Quem planta árvores, colhe alimento.
Quem semeia flores, colhe perfume.
Quem semeia o trigo, colhe o pão.

Quem planta amor, colhe amizade.
Quem semeia alegria, colhe felicidade.
Quem planta a vida, colhe milagres.
Quem semeia a verdade, colhe confiança.
Quem planta fé, colhe a certeza.
Quem semeia carinho, colhe gratidão.
No entanto, há quem prefira,
semear tristeza e colher desconsolo,
plantar discórdia e colher solidão.

Semear vento e colher tempestade,
plantar ira e colher desafeto,
semear descaso e colher um adeus,
plantar injustiça e colher abandono.

Somos semeadores conscientes,
espalhamos diariamente milhões
de sementes ao nosso redor.
Que possamos escolher

sempre as melhores, para que,
ao recebermos a dádiva da colheita farta,
tenhamos apenas motivos para agradecer.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

PAI

A agonia atual do filho

Pai, quanta agonia e sofrimento...
Minha alma dói aqui dentro,
Meu peito parece que vai explodir...
Quanto tempo já não sei
O que é alegria, o que é sorrir...

Somente chôro, pranto e desilusão,
Solidão, tristeza e depressão...
Minha alma se consome,
E meus pensamentos?
Já não os aguento mais!
Não convivo bem comigo mesmo
Já nem sei quem sou.
De um lado e de outro,
só tormentos.
Por dentro, desespero.
Perco a razão.
Parece que desfaleço...

Onde que estão todos?
Onde se meteram?
Cadê os amigos, as amantes?
Onde estão os palhaços?
Cadê o circo, as rizadas triunfantes
Das festas, das músicas, das luzes,
O que se fez?
Como que tudo acabou?
Onde que foi toda pompa, toda altivêz?
Cadê aqueles abraços, os apertos de mão...
Quantos que aqui vieram
Que aqui comeram, aqui se divertiram...
Todos falsos...passageiros...
Aqui nunca estiveram!
Que ingratidão... que frustração
Ah, solidão!!!

De tudo aquilo, apenas novos amigos...
Mesmo estes reclamam de repartir seu pão...
Pao? Mas, que pão?
Neste trabalho vil, ao que me resta eu me apego.
Porcos!! Porcos sim! Porcos! Não nego!
Pra quem tinha tudo,
Hoje estou mudo, estou mudado...
De príncipe, de filho de senhor...
Sou apenas um coitado.. mais um...

A lembrança da casa do Pai.

Ah, pobre decisão!
Eu só queria ver a vida,
Sentir mais, divertir sem parar.
Quanta coisa deixei para tráz,
Em troca de migalhas sem razão.
Seu lugar (aponta) um dia foi meu...
Sua casa um dia foi a minha...
Lugar onde eu podia errar sem ser desprezado,
Falhar e ser perdoado,
Gritar e ser ouvido.
Esconder e ser achado.
Na casa do pai tudo tinha mais sentido.
E mesmo quando não via tanto sentido,
Me sentia cercado, amado, protegido.

Ah, Pai, quantas lembranças!
Eu gostava de correr com as suas sandálias
Vestir as suas camisas,
As mangas maiores que os meus braços,
Cair, depois de algumas estrepolias (ou somente fingir...)
Para ser tomado em seu abraço...
Correr, esperando ser perseguido,
Pular de um lugar alto para ser amparado...
E o senhor sempre amparava...
Gostava de ouvir suas estórias sentado em seu colo.
Chorar, chorar bem alto, e vê-lo correndo me consolar.
Brincar, andar em suas costas,
Ou somente contigo passear.
Aquilo, sim, é que era lugar...

Quantas vezes, pai, no meio de assuntos importantes
O senhor parou, para simplesmente me ouvir,
Ou concertar um brinquedo
Que, teimoso, conseguia novamente destruir...
Ou então, quando já maior, sentado, o senhor me esperava,
E já tarde da noite, mesmo cançado,
Com toda atenção, ouvia as minhas "façanhas",
E ria, como se embriagado!!!

Seu peito, grande e macio,
Pronto a apoiar minha cabeça.
Seus braços, me envolvendo num forte abraço,
Do qual, eu sempre gostava de fugir,
Somente pra ser pego novamente...
Seus olhos, orgulhosos e amorosos,
fitando os meus
Assim calados, eu e voce.
Quanto amor via neles, quanta disposição,
Quando sacrifício, força, orientação...
Decepção nunca vi neles...

Todos eram especiais para o senhor.
O estranho, o menor, o diferente...
Não havia, não há limites para o seu amor...
Todos tem espaço, são abraçados pelo seu calor.
Os servos, vivem como reis em sua casa!
Crianças, se aninham debaixo de suas asas,
Todos tem seu lugar...E eu decidi abandonar o meu...
Lugar que era meu...

Será que ainda pode ser?
Será que o senhor pode ainda me receber?
Sempre fostes tão paciente e misericordioso,
Sempre com vóz mansa, não importava quão tolo
Tívesemos nós sido...
Ou mesmo qualquer outro pra ser perdoado,
Com seus braços abertos sempre te vi.
As vezes eu pensava, que o senhor era tão bom
Que todos abusavam de ti...
Queria eu... agora pai... voltar para os seus braços
Megulhar em teus abraços,
Recostar novamente a minha cabeça...

Quanto me lembro do seu amor, pai, de sua paciência...
Talvez... quem sabe... o senhor me recebe de volta...
Não... meu erro foi grande demais...
Será que pode haver amor e perdão tão grande assim?
Não... impossível. Teria que ser algo sem fim!
Mas... quem sabe? Pode ser...
É... pode ser que o senhor me receba pra trabalhar...
Um servo? Isso! Um servo!
Até eles tem lugar em sua casa!
São tão melhores tratados
Do que o melhor que aqui nunca vou ter.
Filho... sei que nuncaTamanho da fonte mais serei.

Retorno à casa do pai

Como foi distante o lugar que fui
Parece interminável o caminho de volta...
Quanta gente nesta estrada, perdida, angustiada...
Gente como eu, querendo ser achada.
Huh! Tudo isso me parece um sonho...
Mas parece que te vejo...
Lá longe, uma figura pequena, correndo...
Parece quando brincava comigo....
Quem deve ser?
Que velho louco é esse, correndo, agitando os braços
Pulando sem parar?
Todos se riem dele, veja só.
Louco de dar dó.

Mas parece contigo, pai.
O mesmo jeito de andar, talvez.
Mas ainda forte, seguro...
E essa vóz chamando por mim...
Dizendo: Meu filho! Meu filho!
Voltastes para mim!
Essa expressão, esse olhar...
De novo, não vejo decepção,
Somente olhos que brilham de tanto amar!!!

Mas, pra que estas vestes, pai? E esse anel?
Pra que essa festa, pai?
Não! Eu não mereço!
Estivetes todo esse tempo a me esperar?
A mim, um desertor? A mim, um pecador?
A mim, um errado, um pobre, um pobre coitado?
E agora. Ao retornar, tanta alegria e louvor?
Banquete, convidados, família, vinho, porque?
Tudo porque, esse seu filho estava perdido
E foi achado? Estava morto e reviveu?
E agora...está de volta ao seu lugar.

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Monólogo recitado por mim no Dia dos Pai de 2008
Em Guaratuba-PR.