O que acharam do meu blogs?

Aos meus amigos

Sabendo que a nossa vida é por um tempo, é passageira; quero aqui declarar que umas das melhores e grandes coisas que pude receber e manter sempre viva, sempre acesa é e sempre será a amizade dos meus amigos. Este blogs tem como objetivo levar a todos amigos e amigas que a ele visitarem, sempre, uma palavra, uma ideia e um motivo de encontrarem respostas para suas inspirações, meditações e crescimento na fé.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

É BOM (Poesia de Domingas Stella)

É Bom


Acordar pela manhã com algum,
Falando baixinho telefone:
Te amo, te amo, te amo.
É bom... É bom...
Nos mentos tristes,
em que a solidão  existe,
ouvir  a pulsação  de um coração
saltitando, no peio, de emoção,
sedento de amor e de desejo,
É bom... É bom...
Nas noites sombrias e solitárias
de imbatível  frio na madrugada,
o calor de dois corpos seminus
aquecendo- se mutuamente
como dois tições em chama ardente,
É bom... É bom... É muito bom...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

VIDA DÁDIVA (Poesia de: Domingas Stella B. S. L.)

Vida Dádiva


Vida de tanta beleza,
Vida cheia de esplendores,
Vida ,sonho e encanto,
linda  dádiva de amor.
Mesmo passando desgosto,
viver eu quero essa vida
Pois se não fosse o amargor dela,
eu não  poderia  á vezes, discernir
as coisas  doces  nem a beleza
que há nela.
Eu vejo as coisas bonitas,
as feias  eu deixo rolar
e como  bolhas  de  sabão
elas  voam pelos ares.
Enquanto eu posso sorrir,
enquanto posso sonhar,
esqueço tudo que triste,
enquanto posso amar.
Tanto a mágoa  como a vingança
são mesquinhos  sentimentos ,
que , se guardados no peito ,
são como punhais  afiados ,
Como veneno na alma
que corroem , maltratam
 e matam a gente.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

O VENTO LEVOU ( Dominga Stela B. Santos)

O Vento Levou


Girando, girando foi o nosso  amor.
Como fiapos  de nuvens brancas
foi girando, girando, à deriva, pelos ares,
 levado  pelo vento, tristemente,
apagando as  palavras sem nexo,
deixando  a mágoa, tatuagem n’alma,
esquecendo as  falsas juras
de amor eterno ...
Beijos fingidos, lágrimas  contidas.
Palavras  atiradas ao vento,
migalhas de sonho, restos de lembranças...
Resina de saliva, sal cristalizado
que se diluem  n’água...
O  nosso amor, o vento levou...
..........................
Autora: Dominga Stella B. Santos

A FLOR DA VIDA.

A FLOR DA VIDA


Perdi minha identidade e novo nome adotei.
Agora, não sou mais Margarida, flor vulgar,
que  nasce em qualquer quintal e floresce  em toda parte.
Mudei da rua das camélias, no parque do cipozeiro,
para  o jardim primavera, alameda das  roseiras.
Hoje eu sou Rosa rubra, vermelha, cor do amor,
que desabrocha  no  roseiral dos corações  apaixonados.
Eu sou rosa, rosa  vermelha, aveludada,
a preferida dos amantes e enamorados.
Eu sou rosa, a  flor da vida!
Autora: Dominga Stella B.S. L.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

MALANDRO (Poesia diária).

MALANDRO

Todo dia a mesma coisa:
A mulher acordava cedinho
Fazia sua prece matinal,
passava o café fresquinho,
ia à padaria comprar o pão,
e preparava a marmita, cuidadosamente.
O despertador tocava insistentemente
e nada dele acordar.
-Levanta preguiçoso,
vai trabalhar, malandro.
“A vida é dura prá quem quer moleza”

sábado, 8 de fevereiro de 2020

CAIS. (Poesia)

Vem de vez em quando pra lembrar
que é contigo que vou navegar, navegar
Vem e de quando em quando seja meu mar
que esse é revolto e eu vou aportar, aportar
É difícil saber que a gente ancorou e eu não sei mais
hoje o que é barco e o que é cais
É difícil saber que o mundo ancorou e eu não sei mais
hoje o que é mundo e o que é cais
Vem, com o que tanto sonhas, Maria, com o quê?
Se é comigo que os teus sonhos são pétalas que doem
Vem, que a ilha é logo ali
pra te ver acordar sem manhã e adormecer com a lua bem longe do céu
É difícil saber que a gente ancorou e eu não sei mais
hoje o que é barco e o que é cais
É difícil saber que o mundo ancorou e eu não sei mais
hoje o que é mundo e o que é cais
Ithalo Furtado

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

DOCE JUVENTUDE.

DOCE JUVENTUDE

Solidão é um cais baldio
repleto de vãos navios sem tripulação
Diário de bordo: “Perdemos sonhos pelo caminho…”
Mas, não faltou coração
Solidão é uma armadilha
do peito ferido, dos apartamentos
Querido Diário: “Eu bem que tentei sorrir…”
Mesmo que sorrisos pequenos
Quando me olhou pela terceira vez
vi que eu era feito de nuvens
Cai em tentação e tentei mais uma vez
Só que dessa vez, faltou coração
Você sobrou, eu calei
Que se dane os heróis, eu sou fora-da-lei
Solidão é preguiça dos braços
injustiça dos sapos com a lua
Jesus, por favor, faz do luar o meu lar
me faz ébrio palhaço das tolices de amar
Solidão é um mantra diário
de quem um dia foi escudo de lã
É que Vinícius me diz tanta coisa
que qualquer outra me parece vã
Quando me olhou por cima do Ray-Ban
em plena Orla de Atalaia
Que doce juventude Deus te deu, menina
Só que dessa vez, era um samba-canção
naquela tarde RocknRoll que passei
Mas, que se dane os heróis, eu sou fora-da-lei
Ithalo Furtado