O que acharam do meu blogs?

Aos meus amigos

Sabendo que a nossa vida é por um tempo, é passageira; quero aqui declarar que umas das melhores e grandes coisas que pude receber e manter sempre viva, sempre acesa é e sempre será a amizade dos meus amigos. Este blogs tem como objetivo levar a todos amigos e amigas que a ele visitarem, sempre, uma palavra, uma ideia e um motivo de encontrarem respostas para suas inspirações, meditações e crescimento na fé.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

VIDA BANDIDA.

BERNARDO VILHENA – VIDA BANDIDA Chutou a cara do cara caído traiu o melhor amigo corrente soco-inglês e canivete o jornal não poupou elogios sangue & porrada na madrugada É preciso viver malandro não dá pra se segurar a cana tá brava a vida tá dura mas um tiro só não dá pra derrubar correr com lágrimas nos olhos não é pra qualquer um mas o riso corre fácil quando a grana corre solta precisa ver os olhos da mina na subida da barra aí é só de brincadeira ainda não inventaram dinheiro que eu não pudesse ganhar Bernardo Vilhena, 26 poetas hoje

domingo, 9 de maio de 2021

HOMENAGEM ÀS MÃES.

Homenagem às mães Mãe, amor sincero sem exagero. Maior que o teu amor, só o amor de Deus... És uma árvore fecunda, que germina um novo ser. Teus filhos, mais que frutos, são parte de você... És capaz de doar a própria vida para salva-los. E muito não te valorizam... Quando crescem, de te esquecem. São poucos, os que reconhecem... Mas, Deus nunca lhe esquecerá. E abençoará tudo que fizerdes aos seus... Peço ao Pai Criador que abençoe você. Um filho precisa ver o risco que é ser mãe... Tudo é cirurgia, mas ela aceita com alegria. O filho que vai nascer... Obrigado é muito pouco, presente não é tudo. Mas, o reconhecimento, isso! Sim, é pra valer... Meus sinceros agradecimentos por este momento. Maio, mês referente às mães, embora é bom lembrar... Dia das mães, que alegria é todo dia. J.Bernardo

sábado, 8 de maio de 2021

CAIO FERNANDO ABREU – BREVE MEMÓRIA De ausências e distâncias te construo amigo amado. E além da forma nem mão nem fogo: meu ser ausente do que sou e do que tenho, alheio. Na dimensão exata de teu corpo cabe meu ser cabe meu voo mais remoto cabem limites, transcendências. Na dimensão do corpo que tu tens e que eu não toco cabe o verso torturado e um espesso labirinto de vontades. Caio Fernando Abreu,

sexta-feira, 7 de maio de 2021

ME LEVE.

NÃO ME LEVE Não caminhe por caminhos Que o destino não nos levará Não permita-me te encontrar Onde não mais possa te tocar Você ainda nem descobriu Toda a força do amor Nem sabe ao menos Reconhecer qual o valor Momentos fecundos Calados em seu coração Aprisionados dentro De uma única canção Por isso não me leve Aonde não possa desejar Desafios nascidos Nas incertezas do pensar Braz Campos Durso, Janelas abertas

terça-feira, 4 de maio de 2021

DIREÇÃO.

BRUNA LOMBARDI – DIREÇÃO Quando me perdi de mim, eu, assombrada com o que acontecia à minha volta, tentei achar a porta da morada de um lugar que já não estava mais onde o deixei. Já não sabia mais qual o caminho onde achar um mapa ou estrela que orientasse se a voz de Deus já não chegava nesse abismo se já não havia mais quem me escutasse. Se eu soubesse que cada pecado que cometi e quando, mesmo doendo, eu dei a outra face, cada batalha que enfrentei e cada vez que deixei que me cortassem, que tudo isso foi a mistura necessária pra que eu aos poucos me tornasse a purificação desse estado de coisas que agora me transforma no que sou. Não existe mais procura do caminho. O caminho é apenas onde estou. Bruna Lombardi, Clímax

domingo, 2 de maio de 2021

QUANTO, QUANTO ME QUERES?

 QUANTO, QUANTO ME QUERES?

Quanto, quanto me queres? — perguntaste
Numa voz de lamento diluída;
E quando nos meus olhos demoraste
A luz dos teus senti a luz da vida.

Nas tuas mãos as minhas apertaste;
Lá fora da luz do Sol já combalida
Era um sorriso aberto num contraste
Com a sombra da posse proibida…

Beijámo-nos, então, a latejar
No infinito e pálido vaivém
Dos corpos que se entregam sem pensar…

Não perguntes, não sei — não sei dizer:
Um grande amor só se avalia bem
Depois de se perder.

 

António Botto, Canções de António Botto

sábado, 1 de maio de 2021

MÃE. - ANTERO DE QUENTAL.

 ANTERO DE QUENTAL – MÃE…

Mãe — que adormente este viver dorido,
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas ate o fio
Do meu pobre existir, meio partido…

Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio…
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido…

Eu dava o meu orgulho de homem — dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava,

Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu pudesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mãe!

Antero de Quental, Sonetos completos